Produção Casa da Esquina

Quando o emigrante partia, o passador recebia metade da soma acordada e metade de uma fotografia. Quando chegava ao lugar do destino, o emigrante enviava a outra metade da fotografia à família, para que esta pagasse o resto da soma ao passador. Em sentido simbólico, este rasgão sintetiza todas as ruturas que marcam a vida dos emigrantes: com a família, com a terra, com o conhecido. (Cid, T. et all (Coord.) (2013). Portugal pelo mundo disperso. Lisboa: Tinta da China).

Este espetáculo documental é um prolongamento do espetáculo O Meu País é o que Mar Não Quer, construído a partir do meu relato pessoal incidindo nos testemunhos de emigrantes portugueses que conheci em Londres e que tiveram de sair do nosso País devido às medidas de austeridade da TROIKA e do Governo Português, ou que deixaram o País por vontade própria mas que agora não conseguem regressar por falta de perspetivas de futuro no país de origem. Há medida que íamos fazendo o espetáculo durante o espetáculo recolhemos mais de uma centena de novos testemunhos que, em grande parte, davam contam do fenómeno de emigração clandestina em 60/70. Decidimos investigar este fenómeno e criar um novo espetáculo com conceção de Ricardo Correia e produção da Casa da Esquina.


Ficha Artística

Texto e Encenação Ricardo Correia

Assistência de encenação Sara Jobard

Interpretação Hugo Inácio, Celso Pedro, Marta Nogueira, Miguel Lança e Sara Jobard Investigação, Dramaturgia e Documentação Sara Jobard, Joana Brites, Hugo Inácio, Celso Pedro, Marta Nogueira, Miguel Lança, Emanuel Botelho, Rui Gaspar, Filipa Malva e Ricardo Correia

Espaço Cénico, Figurinos e Adereços Filipa Malva

Direção Técnica e Desenho de Luz Jonathan de Azevedo

Desenho de Som Emanuel Botelho

Vídeo Rui Gaspar

Apoio de Voz Cristina Faria

Responsável de Produção Cláudia Morais

Fotografia Carlos Gomes

Design Joana Corker

Produção Casa da Esquina – Associação Cultural

Coprodução TAGV | Estreia 13 de maio (Arganil), inserido no festival Outras vozes, outra gente da COOPERATIVA HERMES

Agradecimentos AEP61-74, Centro de Documentação 25 de Abril, Natércia Coimbra, Rui Bebiano, Rui Mota, José Torres, Hélder Costa, Eugénia Vasques, Fernando Cardeira, Miguel Cardina, Fernando Cardoso, Adelino Silva, Tila Cascais, Graça dos Santos, José Vieira, Partido Comunista Português, CES -Centro de Estudos Sociais, Tipografia Damasceno


Produção Casa da Esquina


Casa da Esquina

 A Casa da Esquina situa-se na esquina da rua Aires de Campos com a Rua Fernando Melo. Esta é na verdade uma casa que foi ocupada em 2008 e destinada a ser um novo marco na rede cultural e artística a nível nacional, onde se possam cruzar experiências e por onde passam novos projetos e artistas nacionais e internacionais, nas mais diversas áreas.

A possibilidade de ocupar este espaço, que sofreu alterações e obras de renovação durante o ano de 2008, permitiu captar novos públicos e funcionar como mais um lugar no centro da cidade de Coimbra com várias valências (acolhimento, formação, debates, exposição, projeção, espaço de criação, etc). Como estrutura física alberga ainda dois outros projectos independentes: a xDA, na área da arte digital, e o THE PORTFOLIO PROJECT, que é uma plataforma educacional no campo da fotografia, coordenada pela fotógrafa Susana Paiva.

Enquanto associação, a nossa missão é trabalhar a transversalidade e interdisciplinaridade das artes, oferecendo à cidade de Coimbra um espaço de encontro e interacção entre artistas singulares e colectivos de dentro e de fora da Casa. Este cruzamento das diferentes disciplinas artísticas propõe o desenvolvimento de projectos de fusão bem como de partilha do espaço em simultâneo.